O corpo expandido, a performance como elemento de transcendência
Junho 2020

Exposição

Yola Balanga é a artista da “performance”, o seu corpo é o veículo pelo qual transmite uma arte viva, vibrante e impactante:

“Eu não quero fazer Arte silenciosa, arte fria que não diz nada. Quero ser a tradução da transcendência do meu corpo, transgredindo limitações e imposições sobre esse mesmo corpo intemporal e que sempre tem algo a dizer e eu, tenho muito para dizer.”  - Yola Balanga, 2019

 

Esta exposição, composta por vários espaços articulados sobre um percurso “narrado”, pretende contar a história de Yola Balanga enquanto artista, a sua arte e o seu modo de ver o mundo. O projeto é composto por vários espaços que com características espaciais diferentes, albergam obras diversas. A imagem que temos de uma cabana é a que vemos no início da exposição: uma “cubata” simples. Quando o percurso se desenrola - ao mesmo tempo que conhecemos o trabalho da artista - vemos um “chamariz” para algo maior e mais complexo: o apoderamento do subsolo. Este “cavar” pode ser entendido como uma metáfora: o visitar e o refletir sobre a nossa criação cultural. A verdade não se deixa transparecer tão facilmente; é esta a narrativa do trabalho da artista, e os assuntos pertinentes associados às suas obras. Yola Balanga faz o uso do corpo (o que vemos), para contar-nos uma história (o que não vemos).

Artista

Yola Balanga nasceu no ano de 1994, na cidade de Luanda, onde formou-se em Artes Visuais e Plásticas pelo Instituto Superior de Artes. Com apresentações de trabalhos em Madrid e Luanda, usa a arte como elemento de transcendência. A mesma define-se como artista visual, e encontrou na performance a liberdade de criar sem restrições. Através do seu trabalho pretende “descobrir” e questionar o papel atual da mulher, e as questões pertinentes que estão relacionadas com o mesmo: o femicídio, a violência doméstica e a descriminação do sexo feminino perante a sociedade.

Arquitectos

Kátia Mendes é natural do Lubango, Huíla. Desde cedo, interessou-se pelas artes, em especial pelo desenho e pela pintura. Atualmente, encontra-se a terminar o mestrado em Arquitetura pela Universidade Lusíada de Lisboa, sendo o seu tema de dissertação “A arquitetura tradicional japonesa e o seu contributo para a casa contemporânea”. Pretende usar as suas competências de modo a contribuir com o desenvolvimento do seu país; a mesma acredita que é através da promoção da cultura e das artes que Angola tornar-se-á num país (ainda) mais rico.

Gilson Diogo Mendes “KIOSA” é natural de Malanje e descendente da tribo do N'dongo. É formado em Arquitetura e Urbanismo, pela Universidade Metodista de Angola. Nascido no final do século XX, período que se notabilizou pelos inúmeros avanços tecnológicos, que impulsionaram a formação de um pensamento crítico e um interesse nos diferentes ramos científicos desse arquiteto.