Equilíbrio
Julho 2020

Exposição

Esta exposição traz ao palco o trabalho fotográfico de Mauro Sérgio. A busca pelo equilíbrio é trazida aqui, na luz, sombra, entre outros elementos presentes na captação de uma fotografia ou na manipulação de um espaço arquitetónico.

 

Segundo o fotógrafo:"É cada vez mais comum ouvirmos dizer: Se não és do bem, és do mal. Se não estás connosco, estás contra nós.Acreditamos ser possível cremar a semente do mal fazendo com que todos sejam do bem. O senso de equilíbrio passou de ser e não ser para ser ou não ser, de preto e branco para ou preto ou branco. Uma visão que parece seguir os princípios monoteístas do profeta Malaquias onde Deus pune e julga quem não escolhe o seu lado. É claro que nos debates da vida tudo faz sentido, nas filosofias da alma encontramos sempre um caminho, mas, como seria se expressássemos este conceito em fotografia e o que acontece quando encontramos o equilíbrio ou vivemos pelos princípios de Yin & Yang?"

 

O espaço arquitetónico também busca um equilibrio, principalmente na iluminação dos espaços, uns mais liuminados e outros mais dramáticos, onde a luz é bastante controlada. Segundo o arquiteto:

"O edifício, enquanto objecto arquitectónico, tenta tirar partido do conceito proposto pelo artista e enraizá-lo na sua estrutura, 'equilibrando' de igual modo a entrada de luz natural para o interior com rasgos de vãos ligeiros e incomuns, um objecto simples e introvertido com o objectivo de destacar as obras em exposição. Os percursos, procuram enfatizar o sentido da 'descoberta', com iluminação amena e percursos estreitos da sala de acesso à sala de exposição."

Artista

Mauro Sérgio nasceu em Luanda em 1989 no dia 1 de Julho. Começou o seu percurso na fotografia em 2013 quando abriu a sua conta do Instagram. Em 2018, tornou-se no segundo angolano a integrar à maior organização mundial de pesquisa e exploração científica, bem como difusão do conhecimento geográfico, a National Geographic. Passou então, a ser o fotógrafo oficial do projecto “A vida selvagem do Okavango”, projeto responsável por dar uma especial ênfase à natureza ambiental da referida região em Angola.   Desde então, o fotógrafo tem alcançado cada vez mais visibilidade a nível nacional e internacional, somando várias conquistas profissionais.

Arquitecto

José Edmir Gonçalves de Faria, natural de Luanda, licenciado em Arquitectura e Ubanismo pela Universidade Metodista de Angola, mestre em Arquitectura pela Universidade Lusófona de Lisboa. Interessa-se pela arquitectura experimental e em assentamentos de génese informal, acredita que arquitectura deve basear-se em questões de alteridade, inclusão e futuro, tenta desenvolver os seus ensaios nesta(s) perspectiva(s).